sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Qual é a pergunta?



Desobrigar, desprender, dar uma pausa, ganhar fôlego as vezes é impossível.
A cada minuto acontece um não-evento, ou uma não-notícia e pronto é o gatilho para todo mundo exercer a nova moda de civismo do Brasileiro, emitir sua opinião.
Aprecio, considero e respeito essa característica inata, mas opinião de mais abafa o pensamento. Se enche o saco as minhas opiniões o que dirá a dos outros.

Em agosto de 1965, Bob Dylan já dizia;

“Você levanta a cabeça. 
E pergunta, " Estará isto onde está?" 
E alguém aponta para você e diz, "É dele?" 
E você diz, "O que é meu?" 
E outra pessoa diz, "Onde, o que é?" 
E você diz, "Oh meu Deus" 
Estarei eu aqui sozinho? 
Mas algo está acontecendo aqui. 
E você não sabe do que se trata 
Sabe, Mr. Jones?”




Essa reflexão no mundo politicamente correto deve soar como “egocentrismo” e “desdém pelos outros”, que pode nos leva a uma ética invertida e da uma sensação de não poder mais justificar o alcance do fim.

O desdém absoluto parece ser motivado pelo mal, é uma moral distorcida, egoísta, mas que comprova uma “vontade interior e involuntária”, responsável pela sobrevivência da espécie. O desejo de viver é, pois, uma perfeita justificativa do egoísmo.

Na Grécia antiga ao mundo contemporâneo o trabalho é visto como necessidade e ligado a sobrevivência. Só no Iluminismo que o trabalho técnico passou a ser exaltado como fonte de riqueza e valores sociais. Nossa historia aqui deixa evidente a dificuldade de mudar a nossa sobrevivência (Trabalho), e a mudança só é feita em tempo integral.

E foi nessa mudança que minha vida ganhou um tópico: EU QUEBREI A CARA!

Agora você me pergunta;

“-O que diabos isso me importa?”
A verdade é que talvez nada, mas eu só vim aqui para te dizer algo: 

Não espere um milagre;



Não, definitivamente não existe um suporte técnico. Prometo!

Mas a verdade é que realmente quando a gente quebra a cara é que aprendemos nossas lições de vida e a minha foi: Eu não vou estar pronto. Quando eu decidi entender que toda preparação que eu fiz na vida; colégio, faculdade, trabalho não havia sido uma escolha e que não era isso que eu era e sim o que eu fazia. Eu aceitei que estou aqui para me moldar constantemente e realmente viver a minha vida. 
Foi com a influência do conceito da vontade de Schopenhauer, que cheguei aqui, se a vontade e a vida é a mesma coisa, a vontade não pode ser motivo casual,e dada a necessidade de sobrevivência, ela não pode ser um conceito absoluto. Mas são objetos inseparáveis. Se a definição de vontade e verdade só pode vir de dentro precisamos lembrar constantemente que a vida é nossa.



“A ação é uma grande restauradora e construtora da confiança. A inatividade é não só o resultado, mas a causa do medo. Talvez a ação que você tome tenha êxito; talvez uma ação diferente ou ajustes terão de ser feitos. Mas qualquer ação é melhor que nenhuma.”

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